Vou te contar que eu sofri uma pressão danada para lançar o site da Little. Até porque era um pouco estranho uma empresa que desenvolve sites não ter o seu. Sempre que alguém queria saber mais sobre o meu trabalho, me perguntava qual o endereço do meu site e eu fazia cara de paisagem e tentava explicar que ele ainda estava em desenvolvimento ¯\_(ツ)_/¯ Mas confesso que foi um processo longo até descobrir o que eu queria e como queria mostrar isso pro mundo. O site é como uma roupa que a gente veste, ou seja, diz muito sobre nós. Se você usa um terno e gravata pode passar uma imagem + formal, mas se você vai pra uma reunião com uma camisa alegre e uma calça despojada, passa outra imagem. Com o site da gente é a mesma coisa: é como se fosse o ‘oi’ que a gente diz quando uma pessoa acessa. Pode criar empatia ou não. Acho que foi por isso que eu demorei um tempão para lançar o meu, foi um longo processo para entender o que eu queria passar e com quem queria me conectar.

Essa é a primeira coisa que você precisa pensar: que tipo de empresa eu sou? Que imagem quero passar? Com quem quero me conectar? Seu site tem que ir muito além de um design bonitinho. Tem que ser a expressão do seu mundo, de quem você é.

E se engana quem pensa que só um perfil nas redes sociais basta para divulgar o seu trabalho. O site de uma empresa é o ponto de presença digital, é seu ponto de partida, seu portfólio, aquele cantinho onde o usuário vai encontrar tudo que precisa saber sobre seu negócio.

Mas também só ter o site não é suficiente. Não é mesmo. O ideal é que ele seja alimentado, tenha conteúdo relevante para o seu avatar {que é o perfil do seu público}. Se for um e-commerce, é praticamente obrigatório desenvolver ações para atrair usuários, afinal, eles não têm como adivinhar o que você está fazendo/vendendo/criando.

Esse é um exemplo do site da Little em sua versão mobile. Pode testar ai que ele funciona direitinho =]

Exemplificando

Vamos pensar assim -> você tem um site que vende acessórios femininos, como colares e brincos e, nesse site, tem um blog no qual você escreve sobre isso. Os textos são dicas para as pessoas entenderem como podem combinar os acessórios com diferentes estilos de roupas. Você faz um texto caprichado, com fotos e referências bem legais. Suas redes sociais são superatualizadas. Além de comunicar com publicações bem atrativas sobre os novos acessórios que chegaram, você também divulga os textos do blog e usa as redes para comentar coisas relacionadas ao universo da moda.

Para aumentar as visitas no site, você desenvolve várias estratégias: patrocina posts no Facebook e no Instagram. Anuncia no Google AdWords, dispara semanalmente e-mails superdescolados com fotos e novidades dos itens que chegaram, cria ações de relacionamento com seu público, e por aí vai…

Com todas essas ações, certamente, muita gente vai acessar seu site querendo conhecer mais o seu produto. Mas, aí, seu usuário acessa o blog e a experiência é péssima, principalmente com relação ao design. O fundo da tela é preto, a cor do texto é amarela e o tamanho da fonte é bem pequeno. As fotos dos produtos estão com baixa qualidade. Sem conseguir visualizar direito, a chance de o usuário efetuar a compra é pequena. Pra piorar, seu site não é fácil de navegar e a pesquisa por produtos específicos não funciona muito bem.

O que acontece nesse caso? Você desenvolveu várias estratégias usando as redes sociais, mas quando o usuário acessa seu site, a experiência não é boa.

Ou seja: há um desencontro de posicionamento, identidade e design.

Vamos imaginar outra situação:

Você investiu em um site super legal. Clean, organizado e fácil de navegar. O seu blog tem conteúdo relevante, atrativo e com fotos em ótima qualidade. Seus produtos são superlegais. Até aqui tá tudo fluindo bem, né?!

Só que você não faz nenhum tipo de divulgação. Possui uma conta no Facebook e no Instagram, mas raramente publica alguma coisa. Nunca tentou patrocinar um post para o seu público-alvo. Desconhece o Google AdWords e nunca parou pra pensar em um e-mail marketing humanizado. O planejamento com as metas de 2017 você nem pensou em fazer.

Ou seja: você tem toda uma estrutura legal, mas não comunica, não planeja.

Vamos para a terceira situação:

Seu site de acessórios é um ambiente clean, organizado, com um design lindo e direcionado para seu avatar, superfácil de navegar. O blog sempre tem conteúdo de qualidade e as fotos estão com boa resolução. Você se organiza para publicar com frequência nas redes sociais, pelo menos 3 vezes na semana. Impulsiona estrategicamente algumas publicações para o seu público, já que tanto no Facebook quanto no Instagram, você consegue filtrar quem vai receber o anúncio. Toda semana, você dispara um e-mail marketing cheinho de dicas legais e relevantes, com fotos de looks usando os acessórios que você vende. No site, tem a opção para o usuário se inscrever e fazer parte dessa lista de e-mails 😉 Pra ampliar ainda mais o diálogo com seu público, você faz pequenos vídeos mostrando sempre as novidades da semana em primeira mão. Quando alguém compra algo na sua lojinha, recebe um e-mail cheio de carinho agradecendo. Quando a pessoa recebe o acessório em casa, recebe um e-mail pedindo para que ela avalie a compra. Você mensura todos os seus dados. Verifica com frequência os acessos no Google Analytics para saber quem são seus clientes e se eles estão dentro do posicionamento que você quer.

Ou seja: você tem um site legal, você comunica o que faz, você cria um diálogo com seu público, você mostra relevância na rede!

Acredite: ter um bom site é o ponto partida, mas não é tudo! É claro que isso não se enquadra para todo mundo. Em muitos casos, dependendo do segmento, a pessoa não precisa ter uma rede social, trabalhar com e-mails e vídeos. É o que a gente sempre diz, cada caso é um caso. Mas o que você precisa entender é: o que meu negócio implica? Ter um site é o suficiente? Meu site está alinhado com o público que quero atingir. Ele é intuitivo, funcional?

Apesar de parecer óbvio, é difícil encontrar sites com boa navegação. Tudo é muito poluído. Já vi muitos casos de empresas que querem atrair um certo perfil de público, mas seu site, redes e outros materiais comunicam exatamente para o lado contrário. Você já parou pra pensar nisso?

A versão mobile do seu site vai muito além de um design responsivo. É preciso realmente pensar como o site vai funcionar em dispositivos móveis, pois a dinâmica é completamente diferente.

E o mobile?

Você sabia que, desde 2014, os smartphones ultrapassaram os computadores e se tornaram os aparelhos preferidos do brasileiro para se conectar à internet? E não sou eu quem está falando isso, é o IBGE {veja a pesquisa completa aqui}. Isso significa que a possibilidade de um usuário acessar seu site pelo celular é gigantesca. Fico bem p… quando entro em um site e ele não tem uma versão mobile, e isso é muito frequente. Muita gente acha que pensar na versão do site para dispositivos móveis é um segundo passo do projeto, eu diria que deve ser sempre o primeiro. Já aconteceu de você acessar um site que não funciona no celular? É uma experiência bem ruim :/

Tem uma frase que sempre falo: o acesso à informação começa na palma da mão. Mobile não é o que vem depois, é a primeira coisa a ser discutida quando você pensa em um site, um projeto, ou até um vídeo.

Por isso, lembre-se de que seu site precisa ser tão incrível no celular quanto no desktop.

Ok, Karina! já entendi! Mas o que preciso levar em consideração daqui pra frente?

Destaquei, abaixo, algumas questões para você pensar com relação ao seu site:

 

  1. Precisa estar alinhado com sua identidade e posicionamento. Tem que ser pensado para o público que você quer atingir. Se é um site para crianças, não dá pra ser todo em preto e branco.
  2. Antes de tudo, pense: quais páginas preciso ter no meu site? Como fazer os textos? Preciso de fotos? Como o que eu vendo/divulgo pode ser explicado?
  3. Lembre-se: em muitos casos, menos é mais!
  4. E o design? Cores, formatos. Discuta com o responsável ou a empresa que você contratar sobre como será esse projeto. Aqui na Little, a gente faz cada passo com o cliente.
  5. Como será o painel administrativo? Depois de pronto, vou conseguir cuidar do meu site sozinho?
  6. Como são os sites das pessoas que trabalham no mesmo segmento que eu? São legais, intuitivos, fáceis de navegar?
  7. Como seria o site dos meus sonhos? Quais os sites que eu amo de paixão?
  8. O que é indispensável ter no meu site?
  9. Lembre-se de colocar o Google Analytics para saber quem são e de onde são as pessoas que acessam. Além disso, dá para descobrir de onde vieram os acessos, por meio de quais dispositivos, quais as páginas mais acessadas. O Analytics é uma ferramenta gratuita do Google 😉
  10. A versão mobile é tão importante quanto a versão para desktop.
  11. Existem inúmeras plataformas para montar um site, mas preciso te contar que sou apaixonada pelo WordPress. Pensa numa ferramenta boa 😉

Sites e sites

Existem diversas formas de se desenvolver um site:

1) Você pode comprar um template, colocar seu conteúdo e adaptar o layout. Essa é uma alternativa muito usada e comum. O problema é que nem sempre você encontrará um template {ou tema} com todos os recursos e funções que você precisa para seu negócio.

2) O site pode ser desenvolvido do zero. Cada etapa do processo é planejada para atender seus objetivos e garantir que seu site tenha realmente a sua cara. Além de pensar na autonomia de quem vai cuidar do site depois de pronto. Mas é um projeto um pouco mais demorado. Aqui na Little, a gente faz assim.

Se fosse para comparar o item 1 com o item 2, podemos descrever assim: sabe aquelas máquinas que bordam? O site do item 1 seria feito por elas. É mais rápido, mais fácil e tem um custo menor, já que dá pra fazer um montão de uma vez. O site do item 2 é como se fosse um bordado manual. Como se o artesão dedicasse um tempo para fazer ponto a ponto. É mais demorado, mais trabalhoso, mas é exclusivo.

3) Tem plataformas que já possuem estruturas prontas, como é o caso do WIX, por exemplo. Antigamente, os sites feitos no WIX não apareciam nos buscadores, hoje, eles já arrumaram esse problema. Essa é uma alternativa bem econômica e que, muitas vezes, acaba sendo uma solução para quem não pode investir em um projeto mais elaborado.

Hospedagem e Domínio

Vejo muita gente se perdendo com relação a esses assuntos e acho importante explicar. Antes de ter o seu site, você precisa de um domínio. O domínio é seu ‘nome’, ou seja, o nome do seu site, tipo: www.littlemonster.com.br

O nome deve ser registrado em um órgão chamado ‘Registro.br’. Mas, às vezes, é uma luta achar um domínio livre. Mas vamos supor que o endereço que você quer está disponível para compra. Sendo assim, você deve comprar esse endereço. O valor a ser pago é anual e custa R$ 40,00. Uma vez ao ano, você deve pagar esse boleto para manter a exclusividade do seu endereço. Se você não pagar, perde e outra pessoa pode usar. Ou seja: vai te causar um problemão. Só tome cuidado com fraudes, o registro.br até fez um post especial para você não cair em roubada {veja aqui}.

Esse é o site do Registro.br. Assim que você decidir qual será a url do seu site, você vai precisar passar por lá pra verificar se o domínio está disponível.

Já a hospedagem funciona assim: você precisa contratar o serviço de uma empresa de hospedagem para enviar os arquivos do seu site em um local que todas as pessoas do mundo possam acessar o seu conteúdo. Abaixo, seguem alguns links de empresas pra você poder dar uma sondada nos valores, mas, em média, o custo para hospedar o seu site varia entre R$ 12 e R$ 27, por mês:

Hostgator
Planos a partir de R$ 11,99 por mês

GoDaddy
Plano Economy custa R$ 15,99 por mês

Locaweb
Planos a partir de R$ 17,99 por mês

Uol Host

Planos a partir de R$ 26,90

KingHost
Planos a partir de R$ 12,50 por mês

Independente de qualquer coisa, você vai precisar de um domínio e de um serviço de hospedagem para colocar seu site no ar =]

Zéfini

Eu ainda não estou 100% satisfeita com o site da Little, acho que vou mudar muita coisa ao longo desse ano, rs. Mas como ser humano, a gente muda o tempo todo, né? Então, é normal que tudo que está ligado a gente mude um pouco também. Mas mesmo querendo mudar alguns pontos, ele me representa neste atual momento da minha vida. Gosto da estrutura simples e fácil de navegar.

Mas, e você? Como imagina seu site? Simbora começar a colocar no papel o que você gostaria de ter? Pra ajudar, faça o seguinte: tenha um caderninho para anotar coisas com relação a sua marca. Referências, dicas, infos importantes. Coloque lá tudo que você acha necessário ter no seu site, tipo uma listinha mesmo. Esse é um processo de autoconhecimento da sua empresa, da sua marca. Quero muito te ajudar a entender o que sua marca representa pra você mesmo. Coloque também referências de sites que você gosta, trabalhos que você admira. Dessa forma, quando você for fazer o seu site, vai ser mais fácil começar, pois vai saber aonde quer chegar =]

Esse assunto não se esgota, rs. Eu poderia ficar falando uma vida inteira sobre plataformas e outras questões. Mas vou deixar para um próximo texto, combinado?

Dúvidas? Deixa nos comentários que eu respondo.

Beijo no core <3

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