No dia a dia, você avalia o tempo todo! A conta do último almoço, o orçamento do mês, se vale a pena ou não investir naquele curso que você está namorando há um tempo… A gente sempre utiliza indicadores para saber se vale a pena fazer algo ou não. Presta atenção aí, esse texto mesmo você vai pensar se vale a pena continuar lendo ou não, rs.

Mas e sua marca, seu site, sua empresa: você está parando para avaliar?

Quando a gente fala em métricas, a gente fala em: avaliar, mensurar, analisar! Ou seja, toda ação de marketing que você faz, online ou não, precisa ser avaliada. Se não, como saber se deu certo?

A questão é que muita gente sabe disso, mas poucas pessoas colocam em prática. Por isso, organizei algumas infos importantes que podem te ajudar a entender como analisar os dados das pessoas que procuram por você, sua marca ou seu serviço utilizando a internet. Até porque é mais simples do que você imagina. Simbora começar:

Seu site

Quem acessa seu site? De qual lugar esses acessos estão vindo? Quais são as páginas mais acessadas? Quanto tempo as pessoas ficam no seu site? Dá pra saber disso e muito mais com ferramentas 100% gratuitas, como o Google Analytics. Existem muitas ferramentas pagas, mas, sinceramente, sou fã do Analytics porque acho extremamente completo.

Como funciona

Primeiro, você precisa implementar o Analytics no seu site. Não é difícil, mas você precisa ter noções básicas para copiar o código gerado pelo Google e colocar no rodapé do seu site, logo antes de fechar a tag </body>. Se você não entende nadica dessas coisas, o ideal é pedir para quem fez seu site já implementar (leva, no máximo, 5 minutos).

No painel

Assim que você acessa a ferramenta, ela te mostra a quantidade de acessos dentro de um determinado período (é importante lembrar que os primeiros dados vão aparecer apenas no dia seguinte da implementação do Analytics). É sempre bom selecionar o período que você deseja avaliar porque, geralmente, o painel mostra os dados dos últimos 7 dias. Sendo assim, você vai encontrar algumas informações importantes:

> Usuários: quantidade de pessoas que acessaram seu site.

> Visualizações da página: número total de páginas acessadas. Às vezes, um único usuário acessa 4, 5 páginas.

> Páginas/sessão: é a média total de páginas visualizadas. Quanto maior, melhor.

> Duração média: ou seja, quanto tempo a pessoa ficou navegando no seu site. É difícil falar o número ideal porque depende do conteúdo do seu site, se for um e-commerce, por exemplo, a possibilidade de a pessoa ficar navegando por mais tempo é maior. Mas, no geral, independente da sua categoria, se o tempo for abaixo de um minuto, significa que as pessoas estão saindo muito rápido, antes mesmo de ler o seu conteúdo 🙁

> Taxa de rejeição: é o percentual de sessões de uma única página (ou seja, sessões nas quais a pessoa saiu do seu site na página de entrada sem interagir com ela, sem clicar em outro link para acessar outras páginas).

Diversos fatores contribuem para uma alta taxa de rejeição. Por exemplo, os usuários podem sair do seu site na página de entrada se houver problemas de design ou dificuldade de uso. Acontece também dos usuários saírem do site depois de visualizar uma única página, caso eles tenham encontrado a informação desejada nela e não tenham interesse em acessar outras páginas.

Considera-se aceitável a taxa que varia entre 30 e 40%. Para entender melhor, pense que um site que tem 60% de taxa de rejeição, em que 60 pessoas a cada 100 saíram da “página de entrada” sem conhecer as demais.

> Nessa primeira página, você consegue descobrir também de quais cidades/estados/países são as pessoas que acessam seu site.

No painel da esquerda, você vai encontrar vários caminhos para explorar. Vou destacar aqui os que mais utilizo:

– Tempo real: é possível analisar quantas pessoas estão no seu site neste momento e em quais páginas elas estão navegando. Isso é muito legal. Imagina que você fez uma promoção relâmpago de algum produto, ou algo que vai durar 24 horas apenas. Avaliar a métrica em tempo real é um ótimo termômetro para saber se a estratégia deu certo.

– Público > informações demográficas: acho fundamental conhecer quem são as pessoas que te procuram. Qual o sexo, qual a idade? Tá tudo lá!

– Público > comportamento: aqui, você consegue analisar os novos usuários em comparação com quem já é frequente. É bom saber disso!

– Público > dispositivos móveis: como seus usuários acessam seu site? PC, celular, tablet? É importante saber para entender como produzir conteúdo. No caso da Little, por exemplo, 42% dos acessos são realizados via celular. Isso diz muito sobre a forma como eu tenho que pensar no conteúdo. Pra vocês terem uma ideia, eu só libero o conteúdo aqui no blog depois de verificar como ele fica no cel.

– Aquisição > visão geral: essa é uma das métricas mais importantes pra mim. Aqui, é possível descobrir como os seus usuários chegaram ao seu site: se foi via rede social, anúncio pago, colocando o endereço diretamente… É bom para saber se suas redes estão levando tráfego para seu site.

– Comportamento > visão geral: aqui, você descobre quais as páginas mais acessadas. Isso é bem bacana mesmo! Você consegue entender o que seu público gostou <3

Tem um outro campo muito bacana chamado ‘conversões’. Lá, você consegue definir metas para seu site se for um comércio eletrônico. Vale lembrar que o Google Analytics funciona integrado com o Google AdWords 😉

Facebook

Se você é uma marca ou tem uma marca, você não pode ter perfil ‘pessoal’ no Facebook e, sim, uma página. E isso é muito importante, viu? As páginas não foram criadas só para separar ‘pessoas’ e ‘marcas’, elas possibilitam uma infinidade de recursos que as páginas de perfil pessoal não possuem. Por isso, se você divulga suas coisas no perfil pessoal, recomendo fortemente que você crie uma página própria.

E quando o assunto é Facebook, tem muita coisa pra ser falada {vou fazer um texto só sobre isso, com estratégias, em breve}, mas lá na sua página, é possível descobrir várias métricas também.

Existem duas formas de fazer isso:

A forma mais ‘simples’ é clicar lá no topo, na aba Informações.

De cara, já aparecem alguns dados, mas no lado esquerdo, você vai encontrar um painel com vários tópicos. Vou destacar alguns:

– Curtidas: como o nome já diz, você consegue avaliar a evolução da sua página. Aqui, é importante avaliar o período que você deseja. Geralmente, o Facebook mostra os últimos 28 dias.

– Publicações: aqui, você avalia o engajamento das suas publicações. E isso é muito, muito importante. Costumo dizer que mais do que ter ‘curtidas’ na página, você precisa ter ‘engajamento’. Número de fãs não é sinônimo de qualidade. Não é mesmo! Não adianta ter 10 mil pessoas te seguindo se, quando você publica algo, 5 pessoas curtem. Por isso, nessa aba, você consegue entender quantas pessoas você alcançou. Mas, aqui, preciso te contar também uma verdade. Quando avaliamos conteúdo, precisamos entender de conteúdo orgânico e conteúdo pago.

Conteúdo orgânico é aquilo que você publica naturalmente, sem investimentos. Conteúdo pago é quando você patrocina algo para um público específico. Quando você faz isso, o seu conteúdo vai para uma base muito maior. Quando você não faz, o seu conteúdo vai para menos de 5% da sua base. Triste realidade, né? É o Facebook te forçando a impulsionar cada vez mais.

Porém, isso não quer dizer que você tenha que sair impulsionando tudo. Até porque esse assunto é tão grande que rende outro texto. Mas é importante para que você entenda e saiba avaliar a repercussão da sua publicação orgânica. Por exemplo: tem 3 mil pessoas que te seguem e você avaliou que seu post alcançou mais de 1000 pessoas, teve várias curtidas, comentários e até compartilhamento. Ou seja, foi muito além dos 5% esperado. Significa que foi bom? Foi ótimo! Quanto maior o número e interação {curtidas, comentários e compartilhamentos}, maior a força e engajamento daquela publicação.

– Vídeo: se você divulga conteúdo em vídeo, vale a pena olhar esse tópico. Ele mostra o alcance e, se você clicar no vídeo, consegue saber exatamente quantas pessoas assistiram. Amo esse recurso.

– Pessoas: muito importante. Aqui, você tem o perfil de quem te acompanha.

A segunda forma de entender, conhecer e filtrar seu público é usando a ferramenta Facebook Audience Insights.

Com essa ferramenta, você consegue descobrir:

  1. As informações demográficas sobre seu público-alvo, idade e sexo, estado civil e cargos profissionais.
  2. Informações geográficas, línguas que seu público fala.
  3. Estilo de vida e informações de interesse da sua audiência.
  4. As principais páginas que seu público curte.
  5. Informações dos usuários que curtem sua página ou seu evento.

É bem legal mexer nessa ferramenta. Dá pra descobrir inúmeras coisas. Mas como rende muito pano pra manga, vou deixar para detalhar tudo em outro post.

Instagram

Se você não mudou seu perfil do Insta para o perfil de empresas, corre lá pra fazer. É super, super simples: bata clicar na engrenagem {configurações} e clicar em ‘mudar para perfil comercial’. É importante que você já possua uma página no Facebook. Suas contas no Instagram e Facebook serão vinculadas e pronto! Você vai perceber que ao lado da engrenagem, vai aparecer outro símbolo, clicando lá, é possível ter dados do seu público. Essas métricas do Insta ainda são básicas na minha opinião, mas já é um começo. Ao acessar o seu perfil, você poderá clicar em ‘Ver Informações’ para verificar os dados de um post específico.

YouTube

Quando você acessa sua conta no YT já aparecem seus vídeos. Olhando lá no topo da página, vai aparecer: quantos inscritos e quantas visualizações. Clicando em ‘quantas visualizações’, você consegue ter um resumo dos dados do seu canal. E no lado esquerdo, vai abrir um painel gigantesco chamado Analytics. É bem completo mesmo! Particularmente, amo o layout do painel do YT.

Até aqui Ok!

Mas Ká, o que fazer com tanta informação?

Simples mermão: planejar e avaliar!

Avalie:

  1. Estou atraindo o público que desejo?
  2. As ações que faço para atrair usuários para o meu site estão tendo resultado?
  3. Meus índices são bons? Se sim, como posso melhorar? Se não, o que posso mudar?
  4. Qual tipo de conteúdo tem engajamento melhor: vídeo, foto, texto?
  5. Qual página do meu site tem mais acessos?
  6. Meu blog (se você tiver) está tendo resultado em acessos?

 

Se as pessoas não permanecem no site, questione-se:

  1. Será que o design do meu site não é convidativo?
  2. Será que não estou comunicando de forma legal?
  3. Como posso melhorar?

 

Planeje:

  1. Agora que sei qual o perfil do meu público, o que posso fazer para me conectar ainda mais?
  2. Percebi que meu público acessa minhas redes mais em determinado período. Será que não é interessante direcionar meu conteúdo nesse horário?
  3. Descobri que a faixa etária do meu público não está indo de encontro ao meu planejamento. O que posso fazer?
  4. Percebi que grande parte dos meus acessos acontece pelo celular. Será que meu site funciona bem em dispositivos móveis? O que posso melhorar?
  5. 90% do meu público no Instagram é composto de mulheres. Como posso me conectar com elas?
  6. Descobri que meus vídeos estão com alcance muito legal. Consigo me planejar para fazer pelo menos um por semana?

Esses são só alguns insights. Ao longo do caminho, você vai ter muito mais.

Frequência das métricas

Tenho que acessar tudo sempre? Depende muito do que você faz. Se você tem um e-commerce, é fundamental estar sempre de olho. Mas, por exemplo, no caso da Little, a gente olha tudo semanalmente e vou anotando algumas informações em um documento no Word. Já no caso dos meus clientes, vou comparando essas informações mês a mês para saber se houve uma mudança ou algum progresso.

Muda muita coisa quando você mensura algo, principalmente, depois de colocar alguma ação, campanha ou estratégia em prática. Eu sempre vejo os dados do blog no dia seguinte da publicação do texto, porque costuma ter um pico bem alto de acessos. O texto da semana passada bombou muito e isso me fez entender o quanto aquele assunto ainda precisa ser discutido. Mas sem as métricas, como eu poderia saber? É impossível planejar qualquer ação se você não avalia o retorno.

O papo tá bom, mas esse assunto é inesgotável. Então, finalizo por aqui com uma frase de Marcos Hiller, autor do livro ‘Branding’, que tenho aqui em casa e curto muito.

De nada adianta um esforço de comunicação de marketing, por menor que seja, se não houver um modelo racional bem estruturado de como será a avaliação de desempenho da ação.” Marcos Hiller

Beijo no e até o próximo texto. Lembre-se de se inscrever no site para receber conteúdo exclusivo e em primeira mão via e-mail. Ah, lá no Face e no nosso Insta tem sempre novidade também 😉

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